Dois casos de Mpox foram confirmados na Bahia nesta quinta-feira (19), marcando os primeiros registros da doença no estado em 2026. Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia, um dos pacientes é morador de Vitória da Conquista, no sul baiano. O outro é um caso importado: o paciente saiu de Osasco, em São Paulo, e foi diagnosticado após chegar a Salvador.
No Brasil, 47 casos já foram registrados, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde ao Valor Econômico nesta quinta-feira. Desse total, 41 ocorrências foram confirmadas em São Paulo, três no Rio de Janeiro, uma no Distrito Federal, uma em Rondônia e uma em Santa Catarina.
O balanço, no entanto, não considera a atualização mais recente em São Paulo, onde o número já chega a 44, conforme o painel do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies). Também não está incluído o caso confirmado no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, divulgado pela Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre na última terça-feira (17).
Inicialmente chamada de varíola dos macacos após o registro de lesões semelhantes às da varíola humana em primatas, em 1958, a Mpox teve o primeiro caso em humanos identificado em 1970, na República Democrática do Congo. Em 2022, uma variante da doença se espalhou rapidamente pelo mundo, alcançando mais de 100 países, entre eles o Brasil e nações da Europa e da Ásia.
A enfermidade é provocada por um vírus semelhante ao da varíola humana e se manifesta, principalmente, por meio de lesões bolhosas na pele, que evoluem para crostas antes de cicatrizar. Conforme a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na maioria dos casos os sintomas desaparecem espontaneamente após algumas semanas.
Entretanto, a instituição alerta que a doença pode evoluir para quadros graves em determinados pacientes, podendo causar complicações e, em situações extremas, levar à morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunidade comprometida estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre as complicações mais severas estão infecções de pele, pneumonia, confusão mental e infecções oculares que podem resultar em perda de visão.
A principal forma de transmissão ocorre pelo contato direto com as lesões na pele. No entanto, o vírus também pode ser disseminado por meio de gotículas respiratórias, durante a fala ou respiração, além do contato com roupas de cama, toalhas e objetos de uso pessoal contaminados.
A transmissão é interrompida apenas quando todas as lesões cutâneas estão totalmente cicatrizadas. O período de incubação — intervalo entre a entrada do vírus no organismo e o surgimento dos primeiros sintomas — pode chegar a 21 dias.
