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Bahia registra primeiros casos de Mpox em 2026

Lucas Sampaio
20 de Fevereiro, 2026
Saúde
Bahia registra primeiros casos de Mpox em 2026

Dois casos de Mpox foram confirmados na Bahia nesta quinta-feira (19), marcando os primeiros registros da doença no estado em 2026. Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia, um dos pacientes é morador de Vitória da Conquista, no sul baiano. O outro é um caso importado: o paciente saiu de Osasco, em São Paulo, e foi diagnosticado após chegar a Salvador.

No Brasil, 47 casos já foram registrados, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde ao Valor Econômico nesta quinta-feira. Desse total, 41 ocorrências foram confirmadas em São Paulo, três no Rio de Janeiro, uma no Distrito Federal, uma em Rondônia e uma em Santa Catarina.

O balanço, no entanto, não considera a atualização mais recente em São Paulo, onde o número já chega a 44, conforme o painel do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies). Também não está incluído o caso confirmado no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, divulgado pela Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre na última terça-feira (17).

Inicialmente chamada de varíola dos macacos após o registro de lesões semelhantes às da varíola humana em primatas, em 1958, a Mpox teve o primeiro caso em humanos identificado em 1970, na República Democrática do Congo. Em 2022, uma variante da doença se espalhou rapidamente pelo mundo, alcançando mais de 100 países, entre eles o Brasil e nações da Europa e da Ásia.

A enfermidade é provocada por um vírus semelhante ao da varíola humana e se manifesta, principalmente, por meio de lesões bolhosas na pele, que evoluem para crostas antes de cicatrizar. Conforme a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na maioria dos casos os sintomas desaparecem espontaneamente após algumas semanas.

Entretanto, a instituição alerta que a doença pode evoluir para quadros graves em determinados pacientes, podendo causar complicações e, em situações extremas, levar à morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunidade comprometida estão entre os grupos mais vulneráveis. Entre as complicações mais severas estão infecções de pele, pneumonia, confusão mental e infecções oculares que podem resultar em perda de visão.

A principal forma de transmissão ocorre pelo contato direto com as lesões na pele. No entanto, o vírus também pode ser disseminado por meio de gotículas respiratórias, durante a fala ou respiração, além do contato com roupas de cama, toalhas e objetos de uso pessoal contaminados.

A transmissão é interrompida apenas quando todas as lesões cutâneas estão totalmente cicatrizadas. O período de incubação — intervalo entre a entrada do vírus no organismo e o surgimento dos primeiros sintomas — pode chegar a 21 dias.

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