O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) que “Cuba é a próxima” durante discurso em um fórum de investimentos em Miami, no qual destacou ações militares recentes dos EUA, como as operações na Venezuela e no Irã.
Apesar da declaração, Trump não detalhou quais medidas pretende adotar em relação à ilha. Ele tem reiterado, no entanto, que o governo de Havana enfrenta uma grave crise econômica e estaria próximo de um colapso.
O pronunciamento ocorreu diante de investidores em Miami, cidade que concentra uma forte comunidade cubana contrária ao regime do país caribenho.
Nas últimas semanas, o governo norte-americano iniciou negociações com representantes cubanos, enquanto o próprio Trump passou a sugerir que uma possível ação militar não está descartada.
Durante o discurso, o presidente mencionou o fortalecimento das Forças Armadas dos EUA e afirmou que, embora nem sempre seja necessário utilizá-las, “às vezes é preciso”. Em seguida, voltou a insinuar uma possível ação contra Cuba, mas minimizou a fala logo depois.
Já o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou que há negociações em andamento com os Estados Unidos na tentativa de evitar um eventual confronto.
A situação econômica de Cuba se agravou recentemente, sobretudo após a interrupção do fornecimento de petróleo vindo da Venezuela — recurso essencial para o funcionamento do sistema energético e de transportes do país.
Semanas antes, Trump já havia sugerido que Cuba poderia passar por uma “tomada amigável”, embora tenha admitido que esse cenário poderia não ocorrer de forma pacífica.
