O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (21) que não permitirá a cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz e afirmou que pretende retirar o urânio enriquecido do Irã.
Ao ser questionado por jornalistas sobre as negociações com o governo iraniano para encerrar a guerra e sobre uma suposta ordem do líder supremo Mojtaba Khamenei proibindo a retirada de urânio do país, Donald Trump respondeu:
“Vamos conseguir isso. Não precisamos disso e não queremos isso. Provavelmente iremos destruir depois que obtivermos, mas não vamos permitir que eles mantenham isso.”
Nesta quarta-feira (20), Donald Trump afirmou que pretende “dar uma chance” ao Irã e disse não ter pressa para concluir as negociações que buscam encerrar de forma definitiva a guerra.
A declaração foi feita após um questionamento de uma jornalista sobre o Estreito de Ormuz e as expectativas para o fim do conflito, enquanto o presidente embarcava para um compromisso oficial em Connecticut. Na ocasião, Trump ressaltou que alcançar os objetivos da missão é mais importante do que definir um prazo para sua conclusão.
Pouco antes, em uma mensagem de áudio publicada em seu canal no Telegram, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que o Irã não irá se render aos Estados Unidos, mesmo diante do aumento da pressão econômica.
Qalibaf, que também atua como um dos principais negociadores de Teerã, declarou que as Forças Armadas iranianas aproveitaram o período de cessar-fogo para se reorganizar. Segundo ele, ações “explícitas e ocultas” do governo de Donald Trump indicam que Washington pretende iniciar uma nova fase de confrontos.
