Jogador da Primeira Divisão da Faixa de Gaza, Fadi Al-Arawi está longe dos gramados desde que as competições esportivas profissionais foram interrompidas com o início da guerra, há mais de dois anos. Assim como grande parte da população local, ele também perdeu a própria casa e já não dispõe de um local adequado para acompanhar os jogos da Copa do Mundo pela televisão.
Pouco antes do confronto entre Catar e Suíça, realizado no sábado, Al-Arawi vestiu o antigo uniforme do Gaza Sports Club e exibiu as medalhas conquistadas ao longo da carreira em torneios internacionais.
Em uma sala de aula transformada em abrigo para famílias deslocadas pelo conflito, ele se reuniu com amigos para assistir à partida. Na penumbra do local, inclinava-se sobre um laptop de tela instável, tentando captar um sinal de internet que permitisse acompanhar o jogo em meio às dificuldades impostas pela guerra.
A paixão pelo futebol resiste mesmo em meio à devastação da guerra. Na Faixa de Gaza, moradores deslocados pelo conflito têm buscado maneiras de acompanhar a Copa do Mundo de 2026, apesar das dificuldades causadas pela destruição da infraestrutura e pela instabilidade da região.
Um dos exemplos é o de Fadi Al-Arawi, atleta da Primeira Divisão local, afastado dos gramados desde a suspensão das competições esportivas com o início da guerra, há mais de dois anos. Como milhares de palestinos, ele perdeu sua residência e hoje vive sem acesso às condições básicas que antes permitiam acompanhar os jogos pela televisão.
Antes da partida entre Catar e Suíça, Al-Arawi vestiu o uniforme que usava pelo Gaza Sports Club e exibiu as medalhas conquistadas ao longo da carreira. Em uma escola adaptada para abrigar famílias deslocadas, reuniu-se com amigos para assistir ao confronto por meio de um laptop, dependendo de um sinal de internet instável.
“Às vezes a conexão cai antes mesmo de a partida começar”, relatou o jogador, enquanto o som de drones sobrevoando a região fazia parte da rotina. Segundo ele, a população convive diariamente com a incerteza e o medo de novos ataques.
A guerra transformou profundamente a realidade de Gaza. Grande parte das construções foi destruída ou danificada, e milhões de pessoas passaram a viver em abrigos improvisados, barracas ou edifícios parcialmente comprometidos.
Apesar das adversidades, muitos moradores encontram no futebol um raro momento de distração. Em cafés e espaços comunitários, comerciantes e moradores improvisam sistemas alternativos de energia para garantir a transmissão das partidas, mantendo viva uma das poucas formas de entretenimento acessíveis em meio ao conflito.
Para os habitantes de Gaza, acompanhar a Copa do Mundo representa mais do que assistir a um torneio esportivo: é uma oportunidade de buscar algum alívio diante das dificuldades impostas pela guerra.
Fonte: InfoMoney