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"Imposto do pecado" deve deixar cerveja, vinho, cachaça e cigarro mais caros; entenda

Lucas Sampaio
5 de Novembro, 2026
Economia

O Imposto Seletivo, popularmente conhecido como “imposto do pecado”, terá alíquotas de até 66,7% para cigarros, além de uma cobrança adicional de R$ 3,50 por maço de 20 unidades. As novas regras estão previstas para entrar em vigor em 2 de fevereiro de 2027 e também atingirão bebidas alcoólicas, refrigerantes e outros produtos com açúcar.

Entre as maiores alíquotas aplicadas às bebidas estão as de destilados, como uísque, vodca, gim e tequila, que terão tributação de 24%. Já a cachaça e o rum serão taxados em 20%.

As regras foram estabelecidas pela Medida Provisória 1.399/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicada na quarta-feira (4), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Criado no âmbito da reforma tributária, o Imposto Seletivo tem como objetivo desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Confira as alíquotas previstas para 2027:

- Cigarros: 66,7%, mais R$ 3,50 por maço de 20 unidades;

- Uísque, vodca, gim e tequila: 24%;

- Cachaça e rum: 20%;

- Drinks prontos com teor alcoólico acima de 8%: 16%;

- Vinhos do Porto, Madeira e Xerez: 16%;

- Vermutes: 12%;

- Vinhos comuns: 8%;

- Cervejas de malte: 4,2%;

- Refrigerantes e outras bebidas açucaradas: 2,6%.

Entre as bebidas mais consumidas, a tributação prevista será de 4,2% para cervejas de malte e 2,6% para refrigerantes e outras bebidas com açúcar.

Apesar dos percentuais estabelecidos, o governo pretende manter, durante 2027, uma carga tributária equivalente à atualmente cobrada pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A estratégia busca evitar alterações imediatas na tributação durante o período de transição. Dessa forma, os percentuais anunciados não significam, necessariamente, aumentos proporcionais nos preços pagos pelos consumidores.

O novo imposto também será aplicado a determinados veículos, levando em consideração critérios como emissão de poluentes e eficiência energética. Loterias, apostas e atividades de extração mineral também estarão sujeitas à cobrança.

A medida terá validade até dezembro de 2027. Enquanto isso, o Congresso Nacional deverá discutir as regras definitivas para a aplicação do Imposto Seletivo a partir de 2028.

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