O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, criticou os Estados Unidos após ataques de Israel ao Líbano, mesmo depois de um acordo de cessar-fogo, destacando que as ações teriam contado com apoio americano.
Em entrevista à BBC, ele afirmou que “não se pode pedir um cessar-fogo, aceitar seus termos e condições — incluindo as áreas em que ele se aplica, como o Líbano — e, ainda assim, permitir que um aliado [Israel] simplesmente inicie um massacre”.
Khatibzadeh acrescentou que os Estados Unidos “devem escolher” entre guerra ou paz.
“Eles não podem ter as duas coisas ao mesmo tempo. São mutuamente exclusivas, isso é bastante claro”, concluiu.
O preço do petróleo voltou a subir, enquanto as bolsas asiáticas encerraram o dia em queda, diante do temor de uma possível interrupção do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O governo iraniano acusou Israel de violar o acordo ao atacar o Hezbollah em território libanês.
Na maior ofensiva em um único dia desde o início do conflito, o Exército israelense teria causado a morte de mais de 250 pessoas.
Em resposta aos bombardeios, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz, deixando cerca de 800 navios petroleiros parados na região.
Os governos dos Estados Unidos e de Israel, por sua vez, afirmam que o Líbano não estava incluído na trégua de duas semanas, anunciada na noite de terça-feira.
Nesta manhã, o Exército de Israel confirmou ter matado o sobrinho e secretário pessoal do líder do Hezbollah em um ataque realizado durante a noite em Beirute.
Diante das incertezas sobre o cumprimento do acordo, o preço do barril de petróleo voltou a subir, aproximando-se dos 100 dólares.
O presidente iraniano alertou que a retomada das hostilidades pode ser iminente caso Israel não interrompa os ataques ao Líbano.
Já do lado americano, o presidente Donald Trump ameaçou lançar novos ataques se o Irã não cumprir o que classificou como um “verdadeiro acordo”.
Fonte: CBN
