Salvador poderá ampliar a implantação de motofaixas, corredores exclusivos destinados à circulação de motocicletas. A possibilidade vem sendo estudada pela Prefeitura após a experiência na Avenida Mário Leal Ferreira, a Bonocô, que apresentou resultados considerados positivos pela Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador).
A primeira motofaixa da capital baiana foi implantada na Bonocô em março de 2025. Mais de um ano depois, o órgão avalia a expansão do modelo para outros importantes corredores da cidade.
Entre as vias que já estão no radar estão as avenidas Juracy Magalhães Júnior e Antônio Carlos Magalhães (ACM). A implantação, porém, depende de análises técnicas e da autorização da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Avenida Luís Eduardo Magalhães também está entre as possibilidades
Segundo o superintendente da Transalvador, Diego Brito, a Avenida Luís Eduardo Magalhães é outra via que pode ser adaptada para receber uma motofaixa.
Atualmente, a velocidade máxima permitida no local é de 70 km/h. Para a implantação do corredor exclusivo para motociclistas, seria necessário reduzir o limite para 60 km/h.
A existência de cruzamentos também é um dos critérios considerados pelo órgão, já que esses pontos podem elevar os riscos de acidentes envolvendo motociclistas.
A Avenida Garibaldi, por exemplo, também possui velocidade regulamentada de 70 km/h, mas a quantidade de cruzamentos é apontada como um fator que dificulta a implantação.
Já a Avenida Afrânio Peixoto, conhecida como Suburbana, não é considerada adequada para receber uma motofaixa em razão das características da via, que possui trechos com velocidades de 50 km/h e, em alguns pontos, de até 60 km/h, além de diversas faixas elevadas.
A Avenida Oceânica também não está entre as prioridades, principalmente devido à quantidade de cruzamentos ao longo do trajeto.
Implantação nas avenidas Juracy Magalhães e ACM depende de autorização
A Transalvador já encaminhou à Senatran projetos para implantação de motofaixas nas avenidas Juracy Magalhães Júnior e ACM.
De acordo com Diego Brito, a ACM ocupa a segunda posição entre as vias de Salvador com maior número de sinistros envolvendo motociclistas.
Apesar dos projetos já terem sido apresentados, o início das intervenções ainda depende da autorização do órgão federal. Segundo o superintendente, a Senatran havia suspendido autorizações para novas implantações em grande escala.
A Prefeitura, no entanto, busca avançar com o projeto. Uma representante da Transalvador chegou a participar, em Brasília, de um workshop sobre segurança de motociclistas e implantação de faixas exclusivas.
A expectativa é que, com a liberação da Senatran e a realização das adequações necessárias, Salvador possa ampliar o número de corredores exclusivos para motociclistas nos próximos meses.