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Passagens de ônibus em Salvador poderão ser pagas por meio do Pix.

Lucas Sampaio
2 de Junho, 2026
Salvador
Passagens de ônibus em Salvador poderão ser pagas por meio do Pix.

Uma antiga reivindicação dos usuários do transporte público de Salvador pode estar perto de se tornar realidade. Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal propõe tornar obrigatória a aceitação de meios de pagamento eletrônicos diretamente nos validadores dos ônibus urbanos, incluindo Pix, cartões de débito e crédito, além de outras modalidades digitais.

Atualmente, os passageiros que optam pelo pagamento eletrônico utilizam o Salvador Card. As recargas do cartão podem ser realizadas em terminais, pontos de atendimento físicos e também por meio de aplicativos.

O vereador Cezar Leite (PL), responsável pela proposta, defende que a iniciativa amplia as opções de pagamento disponíveis aos passageiros e reduz os problemas enfrentados com o modelo atual. Segundo ele, o sistema de recarga dos cartões de transporte ainda apresenta limitações que podem causar transtornos aos usuários.

Uma das principais dificuldades apontadas é a demora na liberação dos créditos. Em algumas situações, mesmo após realizar o pagamento da recarga, o passageiro precisa aguardar até que o saldo seja efetivamente disponibilizado, o que pode comprometer o acesso ao transporte quando há necessidade imediata de utilização.

Para o parlamentar, a adoção de meios de pagamento diretamente no momento do embarque proporcionaria mais praticidade, autonomia e comodidade à população. Ele também destaca que a implementação da medida é tecnicamente viável, já que tecnologias como Pix, QR Code e pagamentos por aproximação (NFC) já fazem parte da rotina de diversos setores da economia e são utilizadas em sistemas de transporte público de cidades no Brasil e no exterior.

Segundo o vereador, a proposta também possui respaldo jurídico em dispositivos da Constituição Federal, entre eles os artigos 5º, 30, inciso V, e 170, inciso V, além da Lei Federal nº 12.587/2012, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana, e do Código de Defesa do Consumidor.

Antes de entrar em vigor, o projeto ainda precisa cumprir as etapas de tramitação na Câmara Municipal. O texto será analisado pelas comissões temáticas da Casa e, posteriormente, submetido à votação em plenário. Se aprovado pelos vereadores, seguirá para sanção do Executivo municipal. Somente após essa etapa a nova regra poderá passar a valer.

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