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Por decisão unânime, STF condena acusados do assassinato de Marielle Franco

Lucas Sampaio
25 de Fevereiro, 2026
Política
Por decisão unânime, STF condena acusados do assassinato de Marielle Franco

Por decisão unânime, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os cinco réus acusados de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, crime ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.

Respondem à ação o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão; o ex-deputado federal João Francisco Brazão; o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves; e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca.

Relator da ação penal no Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes apresentou o primeiro voto e se posicionou pela condenação dos irmãos Brazão pelos crimes de duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves e organização criminosa.

Para o ministro Alexandre de Moraes, Ronald Paulo de Alves deve responder por duplo homicídio triplamente qualificado e por tentativa de homicídio. Segundo o relator, ele foi responsável por monitorar a rotina da vereadora Marielle Franco e repassar as informações aos executores do crime.

No caso de Robson Calixto Fonseca, Moraes entendeu que a responsabilização deve ocorrer apenas pelo crime de organização criminosa, em razão da sua ligação com os irmãos Brazão em atividades relacionadas à grilagem e à milícia.

Em relação a Rivaldo Barbosa, o ministro avaliou que não há provas suficientes de participação no planejamento dos assassinatos, mas sim indícios de atuação posterior para acobertar o crime e assegurar a impunidade. Diante disso, defendeu a adequação jurídica da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, votando pela rejeição da acusação de homicídio e pela condenação do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro por obstrução de Justiça e corrupção passiva.

Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam integralmente o voto do relator. A próxima etapa do julgamento será a definição das penas a serem aplicadas aos condenados.

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