O Ministério da Saúde confirmou a inclusão do teste genético para detecção de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União, e o exame deverá estar disponível na rede pública em até 180 dias.
O procedimento permite identificar alterações genéticas relacionadas ao desenvolvimento hereditário do câncer de mama e de outros tumores, como o câncer de ovário. A medida foi celebrada por entidades da área da saúde, entre elas a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, que avaliam a iniciativa como um avanço importante para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.
Os genes BRCA1 e BRCA2 ganharam notoriedade mundial após a atriz Angelina Jolie revelar que possuía uma mutação genética associada ao câncer de mama e decidir realizar uma cirurgia preventiva para diminuir os riscos.
Segundo especialistas, entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama possuem origem hereditária. Grande parte dessas ocorrências está ligada justamente às mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam significativamente as chances de desenvolvimento da doença ao longo da vida.
Além do câncer de mama, pessoas com essas alterações genéticas também apresentam maior probabilidade de desenvolver outros tipos de câncer, especialmente o de ovário.
