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Terceiro acusado pela morte de Mãe Bernadete é condenado a 28 anos de prisão

Lucas Sampaio
14 de Outubro, 2026
Salvador
Terceiro acusado pela morte de Mãe Bernadete é condenado a 28 anos de prisão

Josevan Dionísio dos Santos, terceiro acusado de envolvimento no assassinato da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete, foi condenado a 28 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, nesta terça-feira (13). Outros três acusados de participação no crime ainda serão julgados.

Em abril deste ano, Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos, também envolvidos no caso, foram condenados. Apontado como executor do assassinato, Arielson recebeu uma pena de 40 anos, cinco meses e 22 dias de prisão. Já Marílio foi condenado a 29 anos e nove meses, mas morreu após uma troca de tiros com policiais militares, enquanto estava foragido.

O advogado da família e assistente de acusação, Hédio Silva, destacou que a condenação representa um avanço na responsabilização dos envolvidos e na busca por justiça para a líder religiosa, que dedicou sua trajetória à defesa dos direitos e da comunidade quilombola.

Segundo o advogado, embora nenhuma pena seja capaz de reparar a perda ou amenizar completamente o sofrimento dos familiares, a responsabilização criminal é fundamental diante da violência cometida contra Mãe Bernadete e a comunidade que ela representava.

Hédio Silva também ressaltou que a busca por justiça continua, com o acompanhamento dos processos contra os demais acusados e a cobrança por medidas efetivas de proteção às lideranças ameaçadas. A família, segundo ele, seguirá acompanhando as próximas etapas para que todos os responsáveis sejam responsabilizados.

Mãe Bernadete foi assassinada em agosto de 2023, dentro de sua própria casa, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A líder quilombola foi atingida por mais de dez tiros no rosto. Sua morte provocou repercussão nacional e reforçou o debate sobre a violência contra lideranças quilombolas e defensoras de direitos humanos.

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