O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e afirmou que a dimensão das perdas humanas no conflito não tem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial.
A declaração foi feita após uma conversa telefônica com o presidente russo, Vladimir Putin, realizada no domingo. Segundo Trump, o conflito continua causando baixas significativas dos dois lados, sem perspectivas imediatas de redução dos combates.
“A Rússia precisa chegar a um acordo. Os dois países estão perdendo um número enorme de pessoas”, afirmou o líder americano, ao comentar os impactos da guerra. Trump acrescentou que, em sua avaliação, a intensidade do conflito lembra os grandes confrontos do século passado.
Durante encontro com líderes do G7, o presidente dos EUA também informou ter mantido contatos com outros chefes de Estado para discutir alternativas que possam contribuir para uma solução negociada e para o fim das hostilidades entre Moscou e Kiev.
"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para colocar fim a esse conflito", afirmou Trump. O presidente americano chegou à França demonstrando otimismo após anunciar um acordo com o Irã e sinalizou que pretende ampliar os esforços diplomáticos para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia, que já se estende por mais de quatro anos.
Durante o encontro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que a Ucrânia continua demonstrando capacidade de resistência diante da ofensiva russa. Segundo ela, as forças ucranianas têm conseguido manter posições estratégicas na linha de frente e, em alguns setores, recuperar áreas anteriormente ocupadas.
Von der Leyen também ressaltou os avanços militares alcançados pelo país ao longo do conflito. De acordo com a dirigente europeia, a Ucrânia desenvolveu meios para atingir alvos estratégicos em território russo e consolidou uma indústria de defesa capaz de produzir equipamentos militares de alta tecnologia em larga escala.